A Identidade
A Identidade, A Personalidade, O Ego e Seus Aspectos Multidimensionais.
A consciência não é uma "coisa" em si mesma, mais exactamente, é uma dimensão de acção tornada possível por uma série de dilemas criativos. Há três dilemas que representam as áreas da realidade dentro das quais a vitalidade interior do universo pode expressar-se e experienciar-se. O primeiro dilema é o desejo e o ímpeto da vitalidade interior de materializar-se completamente, e sua incapacidade de fazê-lo. Isto resulta em acção, que é uma parte de toda a estrutura. A identidade pode ser chamada de a acção que é consciente de si mesma. Uma identidade é também uma dimensão da existência, uma acção dentro de uma acção, um desdobramento da acção sobre si mesma, e através da acção entrelaçando-se; através dessa reacção, uma identidade é formada. A identidade e a acção não podem ser separadas. Sem a identidade, a acção seria insignificante, pois não haveria nada sobre o qual a acção agir. A acção deve então, por sua própria natureza, criar identidades. A identidade, por causa de suas características, irá continuamente buscar estabilidade, enquanto que a estabilidade é impossível. A acção aparentaria destruir a identidade, já que a acção tem que implicar mudança, e qualquer mudança parece ameaçar a identidade, todavia, as identidades jamais são constantes, pois a consciência sem acção iria cessar de ser consciente. A identidade tem de buscar estabilidade enquanto a acção tem de buscar mudança; todavia a identidade não pode existir sem mudança, pois a identidade é o resultado da acção e parte dela. A identidade não é a mesma coisa que a personalidade individual. A personalidade representa somente aqueles aspectos da identidade que são capazes de serem realizados na existência tridimensional. O ego a qualquer dado momento nesta vida é simplesmente a parte do eu interior que vem à tona na realidade física; um grupo de características que o eu interior utiliza para resolver vários problemas. Mesmo o ego, conforme pensamos dele, muda constantemente. A consciência do ego é um estado resultante do terceiro dilema criativo, que acontece quando a consciência do eu tenta separar-se da acção. Isto envolve um estado no qual a consciência do eu tenta perceber a acção como um objecto... e a perceber a acção, que é iniciada pelo ego, como resultado mais exactamente do que como uma parte da existência do próprio ego. Isto é impossível já que nenhuma consciência ou identidade pode existir sem acção. Cada um de nós existe em outras realidades e outras dimensões, e o eu que referimos a nós mesmos nada mais é do que uma pequena porção de nossa identidade inteira. No eu que conhecemos está a identidade primária, o eu inteiro. O eu inteiro já viveu muitas vidas e adoptou muitas personalidades. A personalidade pode ser de certa forma moldada pelas circunstâncias que são criadas para ela pelo eu inteiro, mas é a identidade primária que aproveita a experiência resultante. A personalidade e a identidade não são dependentes da forma física. A nossa identidade primária é uma personalidade de essência energética que é composta de energia gestáltica. Conforme cada consciência individual cresce, de sua experiência ela forma outras "personalidades" ou fragmentos de si mesma. Estes fragmentos são inteiramente independentes no tocante a acção e a decisão, enquanto constantemente em comunicação com o eu inteiro dos quais são parte. Estes "fragmentos" por si só crescem, desenvolvem, e são capazes de formar suas próprias entidades ou "personalidades gestálticas". Temos contactos constantes com outras partes do nosso eu inteiro, porém nosso ego está tão focalizado em nossa realidade física e de sobreviver nela que não ouvimos as vozes interiores. Nenhuma individualidade é em algum tempo perdida. Está sempre na existência. A consciência é a direcção na qual o eu focaliza-se. A acção implica infinitas possibilidades de foco. O que nós chamamos de morte, é nada mais que a nossa escolha de focalizar outras dimensões e realidades. Não adquirimos um "espírito" com a morte. Somos um, agora! Adoptamos um corpo como um viajante espacial usa um traje espacial, e em muito pela mesma razão. Cada indivíduo a partir do nascimento forma sua própria contraparte de sinais eléctricos construídos, contínuos e individuais que incluem seus sonhos, pensamento, desejos e experiências. A contraparte da experiência completa é um padrão do qual é então independente da realidade física. Na morte nossa personalidade então existe desprendida de nossa forma física.
Texto do Iniciado R.M. do Mestre D.K.
Do site sintonia de Saint germain - Brasil

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